16.1.17

Resenha: A Cidade do Sol


Sabe a  sensação que amadurecemos 10 anos depois de passar uma determinada experiência?! Foi assim que me senti após virar a última página desse livro.

"A Cidade do Sol" possui duas grandes personagens: Mariam e Laila. Ambas são filhas de um Afeganistão marcado por guerra, machismo, forte religiosidade e romance.
"Só há uma coisa na vida que precisamos aprender, e ninguém ensina isso nas escolas. A capacidade de suportar."

 A história é iniciada por Mariam, filha de mãe solteira, morando em uma pequena toca com pouquíssimos móveis. Sempre a espera da visita do seu pai. Um cara rico, dono do cinema da cidade, que a mantém em segredo. Após a trágica morte da mãe, Mariam, com toda a ingenuidade de uma menina de 15 anos sempre satisfeita com a simplicidade, se ver forçada pelo próprio pai a se casar com um sapateiro de 45 anos e se mudar para Cabul, longe de Heraz. É possível imaginar cada situação que Mariam vem a passar após esse momento, mas a com a escrita tão realista é impossível você não tomar para si todas as mágoas.
" O tempo poderia esticar ou recolher dependendo da presença ou da ausência de Tariq."
A segunda parte conta a história de Laila. Com um pai  professor amante dos livro que sempre acreditava na no seu potencial (sonho!), Tariq, um melhor amigo  inseparável que escalava altas árvores com ela mesmo possuindo apenas uma perna, se ver totalmente perdida quando a sua vida ganha marcas da guerra.
'Você pode ser tudo o que quiser."
O modo como essas duas histórias tornassem apenas uma, nós mostra o quanto a vida é surpreendente. Sinto uma enorme dificuldade de reconhecer que elas não são reais, ms a dor de saber que essas sus vidas retratadas são o cotidiano de muitas mulheres é ainda maior. Nem preciso dizer que este livro entrou na minha sagrada lista de preferidos e ganhou (e arrancou) um pedaço do meu coração.

                            Trecho de um poema que fala sobre a cidade de Cabul:
“Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados, Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros.”(Saib-e-Tabrizi)
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