6.5.15

Entre até logo e adeus

            
             Ao ver você sair mais uma vez pela porta dos fundos de casa, enquanto eu chorava culpada por mais uma briga boba, percebi que o nosso amor virou ferida porque amor de verdade não foi feito para sofrer. 

            Amei cada detalhe teu, cada risada tua, cada palava amiga, cada defeito. Amei assim por inteiro. Amei tanto que acabou-se derramando e o que sobrou foi ignorado.

        Ao me deitar, triste e ao cacos, me perdi em meio a pensamentos de culpa e ressentimento. Perguntando-me se nós formos feitos para dar errado, enquanto eu fazia tudo para que déssemos certo. O tão planejado final feliz parecia cada vez mais distante e abstrato, como se tudo não passasse de uma ilusão esquecível e infantil. Já pensei em te esquecer,mas é difícil esquecer aquilo que torna o meu dia mais azul.

             É que sempre detestei dias nublados, noites mal dormidas, metades e reticências. Enquanto eu te amava por inteiro, você me vinha com meios.  Meio sorriso, meia hora, meia verdade, meio amor. Era meio que amor.  Por você era, mas para mim sempre foi. E se foi.

             Hoje, não afogo mais o meu rosto em lágrimas antes de cair no sono. Não lembro mais de você toda vez que assisto um filme. Evito nossas músicas e tudo o que me lembra você. Não vale a pena a falta sentida. Não tenho tempo para saudades.

            É claro,  que tenho meus dias cinzas, minhas pendências mal esquecidas e vez por outra,deparo com sua camisa preferida esquecida na gaveta, sua música na rádio e seu time preferido na tv, sufocando o restinho que me sobrou daquilo que as pessoas costumam chamar de Coração.                                                                                                                                                                                                                                                                                            Mas o pôr do sol sempre chega e a minha vontade de te esquecer também. Digo a mim mesma que só foi (mais) um dia ruim, após o amanhecer do dia irei continuar vivendo a minha vida pra mim e quem sabe consigo ver filmes antes de dormir com a melhor companhia: eu mesma. Não preciso de quem não precisa de mim.  Se tudo acaba, eu espero o dia que eu não precise mais fingir e deixe de sentir, mesmo sabendo que cada dia que passa pareça ser mais difícil. Quem sabe, amanhã ou depois eu consiga, espero para saber...

2 comentários:

Paris de Priscila 2016 © Todos os Direitos Reservados

Design & Desenvolvimento por Moonly Design | Imagens Cabeçalho por Freepik