1.11.13

Ou, Se - Matheus Rocha (Neologismo)


Ainda hoje tava pensando, que feio esse tal ‘caminho da felicidade’ que a vida nos levou, né? Até ontem éramos amigos, dividíamos tanta coisa. Coisas grandes como o amor, pequenas como uma unha quebrada, um cabelo cortado, um quilo perdido, três ganhados, um resfriado.

É. Chato esse jeito que a gente escolhe pra gostar de alguém, né? Jeito torto de fechar o mundo em redoma, como se qualquer coisa pudesse roubar o sorriso do rosto. Como se qualquer interferência vizinha fosse expor um podre, quebrar o vaso chinês, manchar o quadro de obra de arte.

Confesso que ultimamente tenho sentido falta de tanta coisa, de tanta gente, mas sei lá, acho um alívio ter longe, não ter perto, não ver, não ter mais assunto em comum. A verdade é imutável: as pessoas te gostam enquanto precisam, ou quando você tem algo que elas precisem. O resto é só o dia a dia.


Perdoe a confissão, é que odeio finais de semana. Não sei como proceder com os embalos de sábado à noite, nem as tardes e noites vazias de domingo. Aproveito para descansar o corpo, cansando sem escolha a mente.
Longe de mim desejar azar a quem um dia só julguei sorte por ter perto, mas eu realmente acredito nessa história de que o mundo gira. Vivo dizendo isso, repetindo no espelho. Espero só quero dizer um dia essas palavras tortas, de que minha vida seguiu. Coisa tipo: peguei o caminho da felicidade, te encontro quando der, ou, se.


Ou, se

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Paris de Priscila 2016 © Todos os Direitos Reservados

Design & Desenvolvimento por Moonly Design | Imagens Cabeçalho por Freepik