13.6.18

TOC TOC: Uma comédia que garante risadas compulsivas


   "TOC TOC" é uma comédia espanhola que estreou ano passado. Ela tem como tema central o TOC- Transtorno Obsessivo Compulsivo. Seus personagens principais possuem os mais diferentes tipos de TOCs, alguns comuns como o de mania de limpeza e o medo de basctérias e vírus (misofobia, e outros diferentões como de um personagem que solta insultos para mulheres sem querer.

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   Enquanto esperam para serem atendidos por um médico reconhecido internacionalmente, Emilio, um taxista vidrado em números,  Bianca, que trabalha em um laboratório que possui um cuidado extremo para não ser infectada por vírus e bactérias,   Ana Maria, uma religiosa com mania de verificação, Otto, que nãopode suportar a ideia de pisar em linhas, Lili, que repete as últimas sílabas e palavras e o advogado Federico, que não segura os palavrões, têm que lidar uns com as diferenças (super notáveis!) uns dos outros. 
   O filme é super curtinho e á primeira vista tem tudo pra ser aquele típico filme sessão da tarde, mas acaba surpreendendo positivamente! Rende muitas risadas e te prende durante cada minuto, não decepciona assim como as últimas produções espanholas que tenho visto (Amo As Telefonistas!). Cheio de cores, diálogos e diversão, não deixa de alertar sobre um assunto sério e ter um final nada clichê. Gostei muito e com certeza assistiria de novo. 

   Trailer Oficial (Tem na Netflix):


E você, já assistiu ou ao menos ficou com vontade? Não deixe de me dizer nos comentários, sua opinião é de suma importância!

10.6.18

O que o 3º período me ensinou



   Comecei a faculdade dos meus sonhos no início do ano passado.Fui estudar em um lugar que eu não conhecia quase nada, passei a acordar bem mais cedo do que costumava. A distância faz o cansaço ser cruel, mas ele não me agarra no chão e nem estraçalha as minhas asas. Os dias ficaram mais longos e eu tenho dividido os finais de semana com a tela do meu computador. Os obstáculos batem com força, os planos não deram tão certos como eu imaginei na janela do ônibus voltando pra casa. Falando em ônibus, alguém tirou o meu celular para um lugar que ele ainda não tinha frequentado e me deu a tensão toda vez que tenho que dar sinal para um ônibus. Foi o final de março mais difícil que tive que lidar.
   Os trabalhos do terceiro período foram mais autorais e me permiti fazer alguns sozinha. Provei dos meus extremos. Senti orgulho de mim, do meu trabalho, do meu esforço. Mas eu me permiti não sentir orgulho também, de achar ruim. A minha auto-crítica continuou comigo por todos esses meses, só tentei não ser tão cruel. A gente se doa muito ao outro pra não ser taxado de egoísta enquanto nos deixamos de lado, pra amanhã.
  Nunca desenhei tanto croqui em um período. Peguei alguns livros que não tive tempo pra ler e outros que tive vontade de comprar. O meu desejo de aprender veio com garra entretanto se convencer que não se é necessário saber tudo sobre tudo é difícil, quando a gente se esbarra com o desconhecido, a perna treme, a voz falha e a o sentimento de impotência vem a tona, vamos ser sincero "viver um dia de cada vez" é mais fácil nos quotes do Instagram, o poço é bem mais fundo para quem não dorme 8 horas por noite e sente de fato as 24 horas. Eu faltei aulas de propósito, bem poucas meso deu pra contar na mão. O medo de perder algo importante me fez levantar da cama, mais do que meu corpo gostaria.
                               
    Fiz duas peças de roupa para mim mesma, as aulas de modelagem me motivaram a encarar a minha máquina de costura. Preciso melhorar, mas o primeiro passo eu dei. Quando eu as visto, eu estou encoberta de mim e olha, é uma sensação muito boa. As férias nunca foram tão desejadas, a minha cama perdeu presença para a mesa que ganhei na sala de estar que está sempre bagunçada (eu digo que é um sinal que alguém está trabalhando, tenta essa também vai que cola, né?!).
Trabalhar duro afasta, mas as realizar as nossas vontades nos aproximam de quem somos de verdade. Unir os dois lados da moeda em uma única face é uma das lições que quero que o quarto período me ensine. Eu não fiz tudo o que queria, não me dediquei tanto quanto gostaria e nem me arrisquei tanto quanto deveria. e isso é ótimo, nunca fui de caber dentro de uma caixinha. Eu sempre quero mais, eu quero enxergar mais do que os meus olhos podem alcançar. Faço da insaciabilidade (palavra que aprendi nas aulas) um dos (muitos) motivos para continuar. 
   Seja bem-vindas, férias, te ajudo com carinho, quarto período.

1.2.18

Garota Ideal


   Um novo ano se iniciou cheio de metas e promessas. Entre uma delas, tinha você. Na verdade, em cada uma delas eu pensei como você reagiria, o que iria concordar e o que iria criticar (sempre foi o seu forte). 
   De vez em quando, eu escuto aquela música que você dizia que lembrava de mim. Eu me esforcei pra traduzir a letra e gravar os versos pra um dia quem sabe cantarolar com você e te surpreendesse com o meu esforço. Eu realmente me esforçava para te agradar, pra fazer você gostar mais de mim, e principalmente, pra me encaixar dentro do seu padrão do que seria uma garota ideal. 
   Enquanto movia montes e montanhas para entrar dentro da sua forma, não me conta que se você me amasse de verdade enxergaria o quão incrível eu sou do jeito mais simples e sincero. Você enxergaria a beleza dos meus cabelos coloridos desbotados pelo simples fato da minha coragem de pintá los de uma cor que me faz feliz sem me importar com os olhares dos outros no metrô,mas você sempre dizia que eles eram mais bonitos natural, e eu acabava optando por uma cor que não chamasse tanta atenção.
    Quando mais você descobria sobre mim, mais desinteressante eu parecia pra você. Coloquei seus interesses em primeiro lugar e deixei pra lá quem mais importava, eu mesma. Eu achava que te amando mais que a mim seria a maior prova de amor que existia, mas na verdade era o meu próprio precipício. Eu não me reconhecia mais no espelho e não demorava muito diante dele. Vivia na sombra de alguém que não me queria tão perto assim.
   Hoje eu ainda estou me acostumando em ser a minha própria protagonista mesmo que carregue você na minha playlist, no filme da tv e nas palavras que escrevo. Hoje tudo o que faço é por mim, mesmo que ainda carregue um pouco de você.
Paris de Priscila 2016 © Todos os Direitos Reservados

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